Pular para o conteúdo

Realizado com grande êxito o I CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DO CONSUMIDOR

CECGP5 min de leitura

  

Na mesa dos trabalhos presidida por Paulo Pimenta, presidente do Conselho Regional do Porto da Ordem dos Advogados, os palestrantes Sergio Victor Tamer e José Caldas Góis Jr. do Maranhão.

 

Realizado com grande êxito o I CONGRESSO INTERNACIONAL DE DIREITO DO CONSUMIDOR com o tema: Os desafios do mercado digital para os contratos de consumo

 

Sob a organização da Universidade Portucalense (UPT) e o Instituto Jurídico Portucalense (IJP) em parceria com a Universidade de Vigo, Espanha, e o Centro de Estudos Constitucionais e Gestão Política (CECGP) de S. Luís do Maranhão, Brasil, realizou-se com grande êxito, nos dias 19 e 20 de janeiro, na cidade do Porto, o I Congresso Internacional de Direito do Consumidor, tendo como tema “Os desafios do mercado digital para os contratos de consumo”.

O I Congresso teve por objetivo precípuo analisar os problemas com que o consumidor se depara na economia digital e pretendeu contribuir para um melhor conhecimento da revolução tecnológica em curso e o seu impacto na celebração de contratos de consumo.

O I Congresso teve como premissa o fato de que a Internet e as tecnologias digitais estão a transformar o nosso mundo em todos os níveis da sociedade e em todos os ramos de atividade e são elas as grandes responsáveis pelos fenómenos da globalização e pela expansão do comércio internacional.

As temáticas em debate nesse I Congresso Internacional de Direito do Consumidor foram de grande importância e atualidade tanto em Portugal e Espanha, e no restante Europa, como no Brasil.

Foi a primeira vez que uma instituição de ensino do Maranhão (CECGP) realiza um Congresso Internacional na Europa em convênio com duas universidades daquele Continente.

COORDENAÇÃO CIENTÍFICA:

O I Congresso contou, na sua coordenação científica, com os seguintes professores: Professor Doutor António Pinto Monteiro – Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra (FDUC) e Universidade Portucalense (UPT);  Professora Doutora Fernanda Rebelo – Universidade Portucalense (UPT); Professor Doutor Carlos Rodrigues – Universidade Portucalense (UPT); Professor Doutor Sergio Victor Tamer – Centro de Estudos Constitucionais e Gestão Política (CECGP);  Professora Doutora Esther Pillado González – Universidade de Vigo

  

Apresentação

 

O desenvolvimento tecnológico veio possibilitar um avanço na direção do estreitamento das relações das empresas com o consumidor, o que tem levado as organizações a reverem as suas estratégias e o seu funcionamento para estabelecerem uma maior interação com os seus clientes.

O novo paradigma mudou a forma como as pessoas escolhem e compram produtos e serviços. Nesse contexto, o perfil do consumidor sofreu profundas mudanças com implicações práticas no relacionamento entre as empresas e o seu público. Também se verifica uma mudança de paradigma no que respeita à proteção do consumidor, associada às novas tecnologias e às redes sociais, cada vez mais baseadas no autocontrolo da qualidade dos bens e dos serviços pelos próprios consumidores, através de mecanismos de avaliação em linha da experiência com o profissional.

São muitos os desafios lançados ao direito do consumidor, nos últimos anos, pelo mercado digital, desde a problemática da Internet das Coisas (Internet of Things), ao tratamento e proteção dos dados pessoais, à influência do megadados (big data), aos conteúdos digitais, às novas dinâmicas, à contratação trazidas pelas plataformas digitais, à segurança nas contratações online transfronteiriças e nos pagamentos eletrónicos, entre muitos outros.

O Mercado Único Digital é uma das prioridades da União Europeia para os próximos anos. Através da “Estratégia para o Mercado Único Digital”, adotada em 6 de maio de 2015, e do “Pacote Comércio Eletrónico”, apresentado em 25 de maio de 2016, propondo novas regras para impulsionar o desenvolvimento do comércio transfronteiriço em linha, a Europa está a aderir à revolução digital e a abrir oportunidades digitais para as pessoas e as empresas.

No plano dos contratos do consumo, a principal questão a que será necessário dar resposta nos próximos anos consiste em saber se as atuais regras são suficientes para regular os contratos que resultam da revolução tecnológica e digital em curso, o que pressupõe a sua flexibilidade, ou se, pelo contrário, novas regras terão de ser adotadas para regular uma nova realidade.

Estas são apenas algumas questões colocadas pelo mercado digital, sendo que a todo o momento novos desafios são criados para o direito do consumo no ambiente digital.

PALESTRAS: por reputados especialistas nas temáticas do Congresso

CALL FOR PAPERS: Chamada internacional de artigos/abstracts a investigadores e pesquisadores, convidando-os a enviarem as suas comunicações.

PUBLICAÇÃO dos artigos submetidos e aceites, com revisão cega por pares, em formato e.book com ISBN-E e publicação na Revista Jurídica Portucalense das atas (resumos) (http://revistas.rcaap.pt/juridica/index ) na secção Varia em Open Acess.

Leia, através do link abaixo, a palestra proferida pelo presidente do CECGP-MA, professor Sergio Victor Tamer:

http://cecgp.com.br/noticias/1849-o-intervencionismo-estatal-nas-relacoes-de-consumo-e-os-principios-do-livre-comercio-por-sergio-tamer